13.7.13

Eike maldade com o Eike.

Fazer sucesso no Brasil é pecado. Eike Batista, quando no auge, dividiu as pessoas entre os que o criticavam e os que o viam como empreendedor. Hoje, praticamente, todo mundo o ve como uma piada.

O UOL fez uma comparação das ações do EBX com o preço de um pão. As ações valem menos que um pão... E insisitiu fazendo comparações com o preço de várias cidades.

Ah, por favor. Feliz foi o senhor Safra que saiu do país. 

10.7.13

Sonho Brasileiro

Com as sucessivas crises desde 2008, o declínio do American Dream - o sonho americano deu lugar ao Brazilian Dream, o sonho brasileiro. Com a economia e quase todos os setores que movem o Brasil aparentemente saudável, o Brasil viu o status de "país do futuro" ser um "país do futuro logo ali".

É claro que essa bolha tinha que estourar ou, ao menos, desinchar. Com uma infraestrutura tão deficitária e as necessidades básicas de uma sociedade (leia-se educação, saúde, segurança) prá lá de Bagdá, o tal avanço não foi longe. E voltamos ao nosso status de eterno país do futuro.

Mas, partindo do princípio de que se queremos algo diferente temos que fazer algo diferente, há exato 1 mês começou algo até então inédito nas últimas 2 décadas: passeatas massivas em quase todas as capitais brasileiras e até em países com uma significante migração brasileira. O lema? O gigante acordou!

Saímos dos protestos de sofá e fomos pra rua. Pedíamos o fim do aumento de 20 centavos, o fim da corrupção, passe livre no transporte (?!?), cadeia pros réus do mensalão, saída do Renan Calheiros e do cara pálida da Comissão de Direitos Humanos do congresso que eu esqueci o nome e não faço a mínima questão de lembrar. Ou seja, pedíamos tudo e ao mesmo tempo não pedíamos nada.

Há quase 3 semanas, não há mais manifestações. Os 20 centavos foram atendidos, houve uma promessa de plebiscito que nunca pedimos sobre questões que nunca pedimos e médicos cubanos que nunca pedimos.

O fim das manifestações teve um preço: 20 centavos.

No final, tudo serviu praticamente para duas coisas: pra dar uma sobrevida ao comercial da Johnnie Walker onde o gigante acorda e foge do Brasil e para alimentar o tal do sonho brasileiro, que, como todo sonho, só acontece quando estamos dormindo.